segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

De 2012 para 2013

Tá todo mundo fazendo retrospectivas, repensando o que passou e planejando o futuro. E mesmo sabendo que não adianta de nada ficar se enchendo de planos, mas com as mesmas atitudes do ano anterior.
Tudo isso é fato, mas como ia dizendo num outro dia, acho válido essa análise. Você parar e pensar se aquilo é realmente o que você quer, comemorar as vitórias, entender e superar as derrotas, e, principalmente, encarar os nossos desejos, o que queremos para nós. 

Vamos falar das coisas ruins? 
Sou muito reclamona. E apesar de não dar muita trela pra isso, e para o que os "sempre otimistas" dizem sobre essa característica, acho que é só um jeito meu. Mas às vezes eu exagero. Continuo reclamando mesmo quando tudo termina exatamente do jeito que eu queria e precisava. Isso só serve para desvalorizar elementos da minha vida sem acrescentar nada de importante.

Continuei sendo egoísta mesmo diante da maior provação da minha vida, a doença da minha mãe. Infelizmente não consegui manter longe a sensação de cansaço de exaustão diante de uma situação que não permitia isso.

Sim, eu caí no conto do vigário. Seja por carência, ou sei lá o quê. Acho que há outros motivos, eu apenas não consigo identificá-los. Eu me iludi e me atrapalhei toda por causa de um cara. Me arrependo de respostas que eu não dei, de atitudes que não tive, e, principalmente, por ter me mantido tão cega, tão surda, por ter me enganado. Não entendo porque me agarrei tanto aqueça possibilidade, aquela ideia, plenamente alimentada por mim. Será que eu sou aquele tipo irritante de mulher que joga fora a lógica assim que pode? Espero que não. Foi um fora, mas estou em recuperação, e indo bem.

Agora as coisas boas. 
Consegui ser aprovada no concurso que eu queria, e ir pra onde eu queria. 
Com isso, demonstrei que quando me comprometo com algo consigo conquistar.
Falando na minha determinação demonstrei que quando quero... Ah ninguém me segura. 
Consegui vencer minha compulsão por comida e eliminar em 9 meses 17 kg, sendo que nos últimos 3 estou só mantendo. 
Me lembro que o ano passado, mais ou menos neste mesmo período, eu mal conseguia me olhar no espelho. Sabe quando sua auto-estima tá tão mal que você não consegue nem se encarar. Eu não tirava fotos, me achava impotente, mas com força de vontade me mostrei plenamente capaz de mudar isso, e hoje em dia o panorama é completamente outro.

Eu achava que ia desmoronar, achava que não conseguiria sobreviver a turbulência como a doença da minha mãe, mas eu consegui, sobrevivi, e quando foi realmente necessário, eu agi e segurei as pontas. Fui tão forte quanto era possível. 

E sabe o que eu quero?
Eu quero focar minha determinação para me manter estudando, estudando quantos anos forem necessários até passar no concurso dos meus sonhos. Eu sei que o resultado talvez não venha em um ano, ou dois, mas, é o que eu tenho, a determinação, e tenho que mantê-la.

Quero alguém. Quero história, quero aconchego, identificação, sexo, amor... e todo o pacote, mas de verdade dessa vez. Mas não o suficiente para sair buscando isso. Como louca implorando amor. Não, de novo, nãoooooooooooo!

E quero ficar com a minha mãe, estreitar nossos laços, ficarmos juntas além de morarmos na mesma casa. E ajudá-la a voltar a ter fé na vida e encarar a nova etapa da vida dela.

É isso.
Faltou listar me divertir mais, mas isso eu sempre quero. E preciso de muita coisa (bons ares, oportunidades e afins) para que dê de certo.

É isso! Simples assim.