quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Aquela mulher

A cada dia que passa tomo mais consciência de toda a influência da mídia, dos seus esteriótipos, de seus paradigmas sobre nós. E sei que ser vítima deles não nos traz aquela libertação que eles pregam em seus comerciais, filmes, novelas..., não ficar buscando aquele corpo da revista, aquele amor da novela, aquela vida do filme só nos cega para o que há de belo em nós, ao nosso redor, na nossa vida. 
Nos deixa perdidos com um ideal inatingível nas mãos.
Sei que nunca vou viver nenhum romance de nenhum filme, e que qualquer história que dure não venderia nem um cent de bilheteria. 
Mas é inevitável, ainda que eu tenha consciência da realidade e não queira me iludir, é inevitável sonhar que um dia eu serei a mocinha de alguém, a protagonista, AQUELA MULHER.
Inevitavelmente me pego questionando se eu nunca serei amada. 
O que há de errado em mim que faz com que ninguém consiga gostar da minha essência, do que eu tenho por dentro. Será que eu sou tão feia e desinteressante que ninguém consegue olhar mais de perto e manter o interessado por mais que um minuto?
Tão feia que não há quem queira-me a luz do dia?
O que há? Onde está o erro?
Eu não entendo, e não consigo abandonar esta questão.

Não ser amada pelos demais nunca deveria me fazer questionar minha capacidade básica de ser amada, mas... 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ímpar

Eu conheço e concordo com aquela máxima de que a grama do vizinho sempre parece ser mais verde do que a nossa. Mas acredite em mim, não é o caso dessa vez. Sei que em muitos níveis minha vida é melhor do que a de muita gente por aí, mas...

Não é estranho que algumas coisas pura e simplesmente não aconteçam na minha vida? Que eu não as tenha? Que eu não as viva? 
Me sinto um poço seco.

E eu já procurei em todo lugar por uma explicação. Imaginei que seria a separação dos meus pais, o fato de ser filha única, de falar sozinha, de ter cabelos rebeldes. Busquei respostas, justificativas, analisei e descartei uma a uma. Nada justifica a eterna solidão num mundo tão grande e cheio de gente.
Nenhuma lógica me convence.
Serei eu eternamente ímpar?

terça-feira, 20 de novembro de 2012

# paixões que eu tenho: mãos


Alguém já viu Identidade Bourne? Não? Sim? Eu vi, e amo. 
Sabe aquele filme que começa do nada, você tá sem sono e diz, só vou ver esse pedaço e ir dormir. Em geral não gosto de filmes de ação.
Mas o que eu ia falar, era do beijo clássico desse filme, essa cena aí em cima.
Lindo! Essa pegada e esse beijo? E essa mão. Isso mão. O destaque da cena e essa mão.
Pelo menos pra mim que sou taradaaaaaaaaa por mãos.
Sim! Tem coisa mais bonito que uma bela mão masculina?
Bem, sem muitos pormenores, pode até ter e tas, mas mãos, ah mãos...


Dos contos fadados ao fracasso

Sabe é impressionante até onde nosso psicológico nos leva.
Mesmo sabendo que não é possível nenhum contato, mesmo sabendo todas as respostas, mesmo tendo plena consciência de todos os fatos, ainda mora no fundo do coração esperanças loucas e incompreensíveis.

Outro dia estava lendo nesse blog aqui uma discussão sobre o fato louca de que até hoje as pessoas se prendem a conceitos como, por exemplo, alma gêmea. Uma blogueira de moda, rica, loira, linda casou com um cara "correspondente" e todas as demais ressaltavam a perfeição, daquela situação. 

O que quero dizer com isso, é que agora me encontro pasma de como, por mais que nós estejamos conscientes de toda a irrealidade de toda aquela coisa de contos de fada, de alma gêmea de sermos perfeitos um para o outro, a coisa está tão enraizada que jogamos, sempre que podemos, pela janela a lógica e racionalidade tentando nos prender a fios de esperança. Esperança vã, que sempre traz muito sofrimento. Sofrimentos estes completamente desnecessários. 

Não exige muito ser racional e ver com clareza que o tal "encontrar" alguém está muito longe de ser como em uma comédia romântica, por mais que sim, seria legal, mas... Mas não é assim. Não há perfeição, não há aquela consciência espiritual constatada só com um olhar. 

E a verdade, é que a maioria de nós parece estar bem pouco preparado para lidar com essas questões.
Mesmo eu que sempre soube que iria dar errado, que desde o início soube que daria errado, que vi que deu errado, que sei que não havia como dar certo, lamento a "comédia-romântica" não vivida. 


sábado, 17 de novembro de 2012

# paixões que eu tenho: barba

Sabe estou de muito melhor humor. e tenho pensando nas coisas que eu gosto.
Principalmente nas coisas que eu gosto em um homem.
Com o tempo, ou com a idade, como preferir, acabei concluindo que é uma bobagem ficar fazendo escolhas entre isso e aquilo. Altos, baixos, loiros, morenos, rockeiros, rs... porque no final você esbarra em alguém, esse alguém olha pra você, e todas aquelas regras acabam esquecidas quando a paixão pega.

E as vezes, como concluí recentemente, você acha que aquelas características têm tudo pra te encantar e dar certo, e não dão tão errado o quanto era possível dar.

Mas apenas divagando sobre características físicas, ou não, que me agradam, lá vai:

Barba por fazer. Ah uma boa barba por fazer com absoluta certeza sempre terá seu charme. Principalmente, aquela barba cerrada, ui...




Do manual dos guerreiros da vida

Tem um texto do Paulo Coelho que eu amo, e é com certeza um dos meus favoritinhos.
Sim é do Paulo Coelho, aquele mesmo que escreve livros de "autoajuda" (não vou entrar nesse mérito), que a cada lançamento a imprensa se une pra apedrejar até não querer mais.
Posso até concordar que os livros dele são bem "basiquinhos", mas eu gosto e é o que importa.
Não ligo se acham que ler isso ou aquilo faz de alguém mais profundo ou raso, pura e simplesmente porque não acredito nisso.
Não faço o mínimo juízo de valor acordo com esses "gostos".

Mas voltando ao texto ele é do livro O Manual do Guerreiro da Luz:


E sabe o que eu mais amo nesse texto? Eu nunca fui fã da perfeição. Nunca me dei com ela e nunca me identifiquei com ela.
E o mais importante, é que esse texto me faz acreditar que pessoas "grandes", os heróis, os conquistadores, os que mudam o mundo, os que vencem, também podem ter dúvidas, também podem fraquejar, também podem questionar o futuro, o sucesso, o caminho que estão percorrendo.

Me leva a pensar que Alexandre- O Grande,( meu personagem histórico favorito) que personifica, ao menos para mim, a coragem juvenil, a ousadia, em algum momento de sua juventude em Pela (sua cidade natal, capital da antiga Macedônia), durante uma noite fria, pode ter se questionado se não era loucura aquele sonho de conquistar a Pérsia, de ser senhor do mundo, e tudo o mais que ele sonhava em ser, e que mais tarde, mostrou ser capaz de ser.

Me leva a pensar, que grandes personagens, Mandela, Mahatma Gandhi, e outros tantos, em alguma noite escura podem ter duvidado, questionado, perguntado porquês que não os levava a lugar nenhum.

Eu gosto de gente humana, com dúvidas, questionamentos, raivas e tristezas.
De gente como eu. Que a cada passo dúvida, acredita, dúvida, duvida, mas no fundo acredita.

Penso que até Hitler já pode, em um dado momento, ter avistado, toda a crueldade dos seus atos. O tamanho do mal que causava.

Eu não gosto de gente otimista de demais, que fecha os olhos para o fato, de que não, não é pessimismo achar que nem SEMPRE as coisas terminam bem. Muitas vezes é necessário abrir mão de um caminho, para encontrar outro ainda melhor.

Não gosto de gente certinha demais, esfuziante demais, inabalável demais...

Gosto dos humanos.
E gosto, principalmente, de acreditar, que nós os humanos podemos chegar tão longe o quanto é possível. Que nós, mesmo que ainda com lágrimas nós olhos, ainda que com as mãos tremulas, com os pés cansados vamos conseguir nossas vitórias e o nosso lugar ao sol.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Paixão canina

Amo cachorros!
Amo sorriso de cachorro!
Sua alegria.
Sou do tipo que está andando pela rua, e vê um cachorro coçando, brincando, com uma carinha engraçada me pego rindo.
Amo cachorro vira-latas.
Adoro os dentes, é uma tara! rs
Em geral, gosto muito de animais em geral, mas os cachorros com certeza são o meu forte ou ponto fraco, como queira.
E sabe, eu gosto de quem gosta de cachorro.
Gosto de quem não faz cara feia, e nem fica com nojinho.
Esse tipo de gente....
E se tem um item indispensável na minha escolha de pessoas, esse item é: ame cães!






quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Solidão amiga


Eu estou cansada de certas emoções.
Estou cansada da sensação de perda, de falta, daqueles vazios impreenchíveis que todos nós temos, em maior ou em menor grau.
E, principalmente, me pergunto por que não ter direito aquelas emoções boas.
Por que não aquela quentura no coração?
Por que não aquele frio na barriga, aquele riso bobo, aquela esperança irracional por algo que tem tudo pra dar errado?
Por que a solidão é sempre a minha amiga?
Por que são sempre as histórias sem fim, sem começo, somente um meio embaçado, confuso e triste.
E esses porquês nunca me abandonam. 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Antigas mágoas

As pessoas imprimem em nós tristezas, dores, traumas. Arrasam vidas com sua falta de coragem de agir, de dizer uma palavra amiga, daquele não estar ali que marca a gente pra sempre. Elas cegam-se para o outro.
E um dia quando a consciência vem, acham que simples palavras irão retirar aquelas marcas feitas de fogo e dor.
E todos vomitam seus lugares comum sobre as dores guardadas. Como se um coração optasse por sofrer.
É difícil lidar com o fato de que você está lá com sua dor, pungente, como um enorme peso e vem o outro e suas chantagens emocionais querendo amputar algo que é você, que se tornou parte de você.
É como um tumor localizado em uma área vital. Ele te mata por estar ali, mas não há como extirpá-lo.


sábado, 10 de novembro de 2012

O poder do perdão

Estou revendo algumas coisas. Relendo escritos, repensando situações, enfim... analisando.
Incrivelmente hoje me deu uma paz inexplicável. Estou tranquila, de bem comigo mesma, como há muito tempo não ficava. Tudo começou porque eu me perdoei.

Sabe eu me cobro. Eu queria estudar. Eu preciso estudar. Quero ir à Grécia (tenho sentido esse sonho distante esses dias). Quero viajar, ter meu apartamento, meu carro, quero ir a festas, shows, ter uma vida confortável e oferecê-la a minha mãe o quanto antes. E a forma de eu conseguir essas coisas é através do" meu concurso", e para conseguir o "meu concurso" eu preciso estudar. Quanto antes melhor. Não está nada fácil passar em concurso e quanto mais eu adiar pior vai ser. Não curto muito meu" ambiente" de trabalho. Não é bem o ambiente, talvez o certo seja a perspectiva do meu trabalho. 
Mas vamos pensar, essas coisas me deixam louca? Sim. Eu penso no quando, no como, no que preciso fazer para chegar lá, mas não adianta. Nada disso vai me dar a concentração necessária para diante do meu cansaço físico, dos meus problemas, das responsabilidades diárias, sentar e estudar Administrativo, lei seca, tributário e nem Constitucional, que é a minha matéria favoritinha.

Eu quero emagrecer. E tenho usado a comida como uma compensação para o stress e cansaço do dia a dia. E sei que está errado, sei que me premiar com salgadinhos ferra com meu corpo hoje e amanhã. E eu preciso retomar o controle que eu estava exercendo sobre as minhas compulsões e o meu emocional. Mas quem não se desequilibra diante dos problemas? Eu vou reencontrar o caminho, mas é difícil querer ser a mulher-maravilha e achar que eu posso manter todas as outras áreas da minha vida intactas quando todo o meu estilo de vida está mudando. 

E claro a minha cagada amorosa. Se é que podemos, ainda que superficialmente, usar este termo. Não era amor, quero deixar bem claro. Mas sabe, eu me iludi, me iludi mesmo antes desse vendaval que me assolou. Mas eu me iludi, e vivi de ilusão por um tempão. A verdade, é que eu fiz aquilo que eu acho odioso, eu "implorei", ainda que não diretamente, mas implorei por um sentimento, por um relacionamento, e pirei quando não vi acontecendo. Pronto, defini. Foi isso o que fiz. 

Eu o achei bonito, interessante. Alguém me disse que ele me achou bonita. E pronto! Eu já imaginei que ele era apaixonado por mim, que viveríamos um relacionamento do tipo: "nossa você é perfeita pra mim". E que isso se encaminharia para o primeiro relacionamento sério da minha vida. Não é de hoje que eu sinto falta de viver uma história de verdade. Ainda que acabasse. E olha, que desde o início eu já imaginava um fim trágico, com direito a lágrimas, brigas, magoas e outra. Mas eu investi e não quis ver claramente que ele não era o que eu queria, imaginava, e não era o cara por quem eu estava apaixonada, ainda que fosse uma paixão platônica.

Ele é um cara que não está apaixonado, que não sabe demonstrar sentimentos (nenhum sentimento, não estou falando dos mais profundos não, falo de qualquer mínimo sentimento). Ele não é o cara que eu esperava. Não é o cara que me entende e nem demonstra o interesse mínimo por mim, pelo meu prazer, pelo o que eu penso, enfim...
E mesmo diante de tudo isso, sim, eu insisti, chorei. Veja eu chorei por um cara com as características acima citadas. Meu Deus! Eu não quero especificar, mas se fosse contar tudo o que aconteceu. Jesuis!  Eu sonhei que ele era "Esse cara sou eu" e ele não passa de, bem, sei lá... As expectativas foram minhas.
Confesso que mesmo agora eu não sei como reagiria se ele fizesse um gesto gentil, um gesto em minha direção. Provavelmente, eu fecharia meus olhos e cairia dentro, mesmo sabendo a conclusão a que chegaria no momento seguinte.

Mas quem não quer? Quem não quer aquele cara com bom gosto musical? Sem ser aficionado e meio doente. Mas quem não quer um cara que se interesse por sua vida e te apoie? E por um tempo, sim, ele fez isso. Achei que ele fosse assim sempre. Quem não quer um cara que te admire? Que esteja enfeitiçado por você? Isso foi totalmente da minha cabeça. Enfim, muita gente, pra não dizer todos, querem isso. E apesar de saber que essas coisas acontecem. Apesar de saber que isso não pode ser exigido. Apesar de saber que isso não pode ser implorado, eu perdi o controle. Fazer o quê?

Agora é colocar a cabeça no lugar e me tratar bem é o caminho. Minha vida não vai ser sempre assim.
Estudar? Sim, no ano que vem. Esse já era o plano original, e mais uma razão para mantê-lo. 
Alimentação? Vou cortando aos poucos. Vou começar a organizar as guloseimas, ninguém disse que eu tinha que fazer uma dieta zero.

E quanto ao relacionamento? Vou tentar me conscientizar, e colocar a cabeça no lugar o máximo possível. Eu vou conseguir. Eu sei que vou.

Do peso que eu carrego

Eu penso que na vida a gente sofre por imposição, seja divina, seja da vida, ou por autoimposição.

Temos perdas impostas e perdas autoimpostas. Sofrimentos, seja por causa da minha crença religiosa são sempre autoimpostos, mas têm umas coisas que a gente escolhe aqui, conscientemente.

A doença da minha mãe tem sido um sofrimento imposto. Algumas outras coisas do meu dia a dia tem sido sofrimento imposto.

Mas outras coisas têm sido puro sofrimento autoimposto. E a única solução para eles é descobrir porque os estou me impondo esse peso extra na minha caminhada.

Se já tenho reclamado de estar cansada porque escolher sofrimentos extras? Sem razão pra isso né!!!!


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Rachel and Ross, no you and I

Outro dia eu vi um episódio de Friends em que a Rachel quer porque quer dizer ao Ross que o ama. E todos dizem que é uma tolice, isso é no início da 5ª temporada, logo após ele se casar. Mas ela insiste e diz isso a ele e então caí na gargalhada porque ao falar ela ouve o que ela mesmo está dizendo e percebe o quanto aquilo é impróprio. Me sinto assim.
Enfim, percebi que estou sendo usada como ponto de ônibus, que estou sonhando acordada com um cara que não quer mover um dedo para ficar ao meu lado, e principalmente, não faz esforço algum para esconder isso de mim. Estou com uma pessoa que a maior parte da história eu fantasiei e não vivi.

Enfim, estou com um imenso crachá no peito, dizendo: IDIOTA!!! E só eu não percebia. Estou insistindo em algo que nunca teve qualquer futuro, como se fosse a história da minha vida.

Enfim... é tarde? Talvez! Vai ser fácil? Creio que não! Mas ainda assim, foi bom que enfim eu tenha conseguido ver o que estava bem diante dos meus olhos...