segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

De 2012 para 2013

Tá todo mundo fazendo retrospectivas, repensando o que passou e planejando o futuro. E mesmo sabendo que não adianta de nada ficar se enchendo de planos, mas com as mesmas atitudes do ano anterior.
Tudo isso é fato, mas como ia dizendo num outro dia, acho válido essa análise. Você parar e pensar se aquilo é realmente o que você quer, comemorar as vitórias, entender e superar as derrotas, e, principalmente, encarar os nossos desejos, o que queremos para nós. 

Vamos falar das coisas ruins? 
Sou muito reclamona. E apesar de não dar muita trela pra isso, e para o que os "sempre otimistas" dizem sobre essa característica, acho que é só um jeito meu. Mas às vezes eu exagero. Continuo reclamando mesmo quando tudo termina exatamente do jeito que eu queria e precisava. Isso só serve para desvalorizar elementos da minha vida sem acrescentar nada de importante.

Continuei sendo egoísta mesmo diante da maior provação da minha vida, a doença da minha mãe. Infelizmente não consegui manter longe a sensação de cansaço de exaustão diante de uma situação que não permitia isso.

Sim, eu caí no conto do vigário. Seja por carência, ou sei lá o quê. Acho que há outros motivos, eu apenas não consigo identificá-los. Eu me iludi e me atrapalhei toda por causa de um cara. Me arrependo de respostas que eu não dei, de atitudes que não tive, e, principalmente, por ter me mantido tão cega, tão surda, por ter me enganado. Não entendo porque me agarrei tanto aqueça possibilidade, aquela ideia, plenamente alimentada por mim. Será que eu sou aquele tipo irritante de mulher que joga fora a lógica assim que pode? Espero que não. Foi um fora, mas estou em recuperação, e indo bem.

Agora as coisas boas. 
Consegui ser aprovada no concurso que eu queria, e ir pra onde eu queria. 
Com isso, demonstrei que quando me comprometo com algo consigo conquistar.
Falando na minha determinação demonstrei que quando quero... Ah ninguém me segura. 
Consegui vencer minha compulsão por comida e eliminar em 9 meses 17 kg, sendo que nos últimos 3 estou só mantendo. 
Me lembro que o ano passado, mais ou menos neste mesmo período, eu mal conseguia me olhar no espelho. Sabe quando sua auto-estima tá tão mal que você não consegue nem se encarar. Eu não tirava fotos, me achava impotente, mas com força de vontade me mostrei plenamente capaz de mudar isso, e hoje em dia o panorama é completamente outro.

Eu achava que ia desmoronar, achava que não conseguiria sobreviver a turbulência como a doença da minha mãe, mas eu consegui, sobrevivi, e quando foi realmente necessário, eu agi e segurei as pontas. Fui tão forte quanto era possível. 

E sabe o que eu quero?
Eu quero focar minha determinação para me manter estudando, estudando quantos anos forem necessários até passar no concurso dos meus sonhos. Eu sei que o resultado talvez não venha em um ano, ou dois, mas, é o que eu tenho, a determinação, e tenho que mantê-la.

Quero alguém. Quero história, quero aconchego, identificação, sexo, amor... e todo o pacote, mas de verdade dessa vez. Mas não o suficiente para sair buscando isso. Como louca implorando amor. Não, de novo, nãoooooooooooo!

E quero ficar com a minha mãe, estreitar nossos laços, ficarmos juntas além de morarmos na mesma casa. E ajudá-la a voltar a ter fé na vida e encarar a nova etapa da vida dela.

É isso.
Faltou listar me divertir mais, mas isso eu sempre quero. E preciso de muita coisa (bons ares, oportunidades e afins) para que dê de certo.

É isso! Simples assim.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Aquela mulher

A cada dia que passa tomo mais consciência de toda a influência da mídia, dos seus esteriótipos, de seus paradigmas sobre nós. E sei que ser vítima deles não nos traz aquela libertação que eles pregam em seus comerciais, filmes, novelas..., não ficar buscando aquele corpo da revista, aquele amor da novela, aquela vida do filme só nos cega para o que há de belo em nós, ao nosso redor, na nossa vida. 
Nos deixa perdidos com um ideal inatingível nas mãos.
Sei que nunca vou viver nenhum romance de nenhum filme, e que qualquer história que dure não venderia nem um cent de bilheteria. 
Mas é inevitável, ainda que eu tenha consciência da realidade e não queira me iludir, é inevitável sonhar que um dia eu serei a mocinha de alguém, a protagonista, AQUELA MULHER.
Inevitavelmente me pego questionando se eu nunca serei amada. 
O que há de errado em mim que faz com que ninguém consiga gostar da minha essência, do que eu tenho por dentro. Será que eu sou tão feia e desinteressante que ninguém consegue olhar mais de perto e manter o interessado por mais que um minuto?
Tão feia que não há quem queira-me a luz do dia?
O que há? Onde está o erro?
Eu não entendo, e não consigo abandonar esta questão.

Não ser amada pelos demais nunca deveria me fazer questionar minha capacidade básica de ser amada, mas... 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Ímpar

Eu conheço e concordo com aquela máxima de que a grama do vizinho sempre parece ser mais verde do que a nossa. Mas acredite em mim, não é o caso dessa vez. Sei que em muitos níveis minha vida é melhor do que a de muita gente por aí, mas...

Não é estranho que algumas coisas pura e simplesmente não aconteçam na minha vida? Que eu não as tenha? Que eu não as viva? 
Me sinto um poço seco.

E eu já procurei em todo lugar por uma explicação. Imaginei que seria a separação dos meus pais, o fato de ser filha única, de falar sozinha, de ter cabelos rebeldes. Busquei respostas, justificativas, analisei e descartei uma a uma. Nada justifica a eterna solidão num mundo tão grande e cheio de gente.
Nenhuma lógica me convence.
Serei eu eternamente ímpar?

terça-feira, 20 de novembro de 2012

# paixões que eu tenho: mãos


Alguém já viu Identidade Bourne? Não? Sim? Eu vi, e amo. 
Sabe aquele filme que começa do nada, você tá sem sono e diz, só vou ver esse pedaço e ir dormir. Em geral não gosto de filmes de ação.
Mas o que eu ia falar, era do beijo clássico desse filme, essa cena aí em cima.
Lindo! Essa pegada e esse beijo? E essa mão. Isso mão. O destaque da cena e essa mão.
Pelo menos pra mim que sou taradaaaaaaaaa por mãos.
Sim! Tem coisa mais bonito que uma bela mão masculina?
Bem, sem muitos pormenores, pode até ter e tas, mas mãos, ah mãos...


Dos contos fadados ao fracasso

Sabe é impressionante até onde nosso psicológico nos leva.
Mesmo sabendo que não é possível nenhum contato, mesmo sabendo todas as respostas, mesmo tendo plena consciência de todos os fatos, ainda mora no fundo do coração esperanças loucas e incompreensíveis.

Outro dia estava lendo nesse blog aqui uma discussão sobre o fato louca de que até hoje as pessoas se prendem a conceitos como, por exemplo, alma gêmea. Uma blogueira de moda, rica, loira, linda casou com um cara "correspondente" e todas as demais ressaltavam a perfeição, daquela situação. 

O que quero dizer com isso, é que agora me encontro pasma de como, por mais que nós estejamos conscientes de toda a irrealidade de toda aquela coisa de contos de fada, de alma gêmea de sermos perfeitos um para o outro, a coisa está tão enraizada que jogamos, sempre que podemos, pela janela a lógica e racionalidade tentando nos prender a fios de esperança. Esperança vã, que sempre traz muito sofrimento. Sofrimentos estes completamente desnecessários. 

Não exige muito ser racional e ver com clareza que o tal "encontrar" alguém está muito longe de ser como em uma comédia romântica, por mais que sim, seria legal, mas... Mas não é assim. Não há perfeição, não há aquela consciência espiritual constatada só com um olhar. 

E a verdade, é que a maioria de nós parece estar bem pouco preparado para lidar com essas questões.
Mesmo eu que sempre soube que iria dar errado, que desde o início soube que daria errado, que vi que deu errado, que sei que não havia como dar certo, lamento a "comédia-romântica" não vivida. 


sábado, 17 de novembro de 2012

# paixões que eu tenho: barba

Sabe estou de muito melhor humor. e tenho pensando nas coisas que eu gosto.
Principalmente nas coisas que eu gosto em um homem.
Com o tempo, ou com a idade, como preferir, acabei concluindo que é uma bobagem ficar fazendo escolhas entre isso e aquilo. Altos, baixos, loiros, morenos, rockeiros, rs... porque no final você esbarra em alguém, esse alguém olha pra você, e todas aquelas regras acabam esquecidas quando a paixão pega.

E as vezes, como concluí recentemente, você acha que aquelas características têm tudo pra te encantar e dar certo, e não dão tão errado o quanto era possível dar.

Mas apenas divagando sobre características físicas, ou não, que me agradam, lá vai:

Barba por fazer. Ah uma boa barba por fazer com absoluta certeza sempre terá seu charme. Principalmente, aquela barba cerrada, ui...




Do manual dos guerreiros da vida

Tem um texto do Paulo Coelho que eu amo, e é com certeza um dos meus favoritinhos.
Sim é do Paulo Coelho, aquele mesmo que escreve livros de "autoajuda" (não vou entrar nesse mérito), que a cada lançamento a imprensa se une pra apedrejar até não querer mais.
Posso até concordar que os livros dele são bem "basiquinhos", mas eu gosto e é o que importa.
Não ligo se acham que ler isso ou aquilo faz de alguém mais profundo ou raso, pura e simplesmente porque não acredito nisso.
Não faço o mínimo juízo de valor acordo com esses "gostos".

Mas voltando ao texto ele é do livro O Manual do Guerreiro da Luz:


E sabe o que eu mais amo nesse texto? Eu nunca fui fã da perfeição. Nunca me dei com ela e nunca me identifiquei com ela.
E o mais importante, é que esse texto me faz acreditar que pessoas "grandes", os heróis, os conquistadores, os que mudam o mundo, os que vencem, também podem ter dúvidas, também podem fraquejar, também podem questionar o futuro, o sucesso, o caminho que estão percorrendo.

Me leva a pensar que Alexandre- O Grande,( meu personagem histórico favorito) que personifica, ao menos para mim, a coragem juvenil, a ousadia, em algum momento de sua juventude em Pela (sua cidade natal, capital da antiga Macedônia), durante uma noite fria, pode ter se questionado se não era loucura aquele sonho de conquistar a Pérsia, de ser senhor do mundo, e tudo o mais que ele sonhava em ser, e que mais tarde, mostrou ser capaz de ser.

Me leva a pensar, que grandes personagens, Mandela, Mahatma Gandhi, e outros tantos, em alguma noite escura podem ter duvidado, questionado, perguntado porquês que não os levava a lugar nenhum.

Eu gosto de gente humana, com dúvidas, questionamentos, raivas e tristezas.
De gente como eu. Que a cada passo dúvida, acredita, dúvida, duvida, mas no fundo acredita.

Penso que até Hitler já pode, em um dado momento, ter avistado, toda a crueldade dos seus atos. O tamanho do mal que causava.

Eu não gosto de gente otimista de demais, que fecha os olhos para o fato, de que não, não é pessimismo achar que nem SEMPRE as coisas terminam bem. Muitas vezes é necessário abrir mão de um caminho, para encontrar outro ainda melhor.

Não gosto de gente certinha demais, esfuziante demais, inabalável demais...

Gosto dos humanos.
E gosto, principalmente, de acreditar, que nós os humanos podemos chegar tão longe o quanto é possível. Que nós, mesmo que ainda com lágrimas nós olhos, ainda que com as mãos tremulas, com os pés cansados vamos conseguir nossas vitórias e o nosso lugar ao sol.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Paixão canina

Amo cachorros!
Amo sorriso de cachorro!
Sua alegria.
Sou do tipo que está andando pela rua, e vê um cachorro coçando, brincando, com uma carinha engraçada me pego rindo.
Amo cachorro vira-latas.
Adoro os dentes, é uma tara! rs
Em geral, gosto muito de animais em geral, mas os cachorros com certeza são o meu forte ou ponto fraco, como queira.
E sabe, eu gosto de quem gosta de cachorro.
Gosto de quem não faz cara feia, e nem fica com nojinho.
Esse tipo de gente....
E se tem um item indispensável na minha escolha de pessoas, esse item é: ame cães!






quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Solidão amiga


Eu estou cansada de certas emoções.
Estou cansada da sensação de perda, de falta, daqueles vazios impreenchíveis que todos nós temos, em maior ou em menor grau.
E, principalmente, me pergunto por que não ter direito aquelas emoções boas.
Por que não aquela quentura no coração?
Por que não aquele frio na barriga, aquele riso bobo, aquela esperança irracional por algo que tem tudo pra dar errado?
Por que a solidão é sempre a minha amiga?
Por que são sempre as histórias sem fim, sem começo, somente um meio embaçado, confuso e triste.
E esses porquês nunca me abandonam. 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Antigas mágoas

As pessoas imprimem em nós tristezas, dores, traumas. Arrasam vidas com sua falta de coragem de agir, de dizer uma palavra amiga, daquele não estar ali que marca a gente pra sempre. Elas cegam-se para o outro.
E um dia quando a consciência vem, acham que simples palavras irão retirar aquelas marcas feitas de fogo e dor.
E todos vomitam seus lugares comum sobre as dores guardadas. Como se um coração optasse por sofrer.
É difícil lidar com o fato de que você está lá com sua dor, pungente, como um enorme peso e vem o outro e suas chantagens emocionais querendo amputar algo que é você, que se tornou parte de você.
É como um tumor localizado em uma área vital. Ele te mata por estar ali, mas não há como extirpá-lo.


sábado, 10 de novembro de 2012

O poder do perdão

Estou revendo algumas coisas. Relendo escritos, repensando situações, enfim... analisando.
Incrivelmente hoje me deu uma paz inexplicável. Estou tranquila, de bem comigo mesma, como há muito tempo não ficava. Tudo começou porque eu me perdoei.

Sabe eu me cobro. Eu queria estudar. Eu preciso estudar. Quero ir à Grécia (tenho sentido esse sonho distante esses dias). Quero viajar, ter meu apartamento, meu carro, quero ir a festas, shows, ter uma vida confortável e oferecê-la a minha mãe o quanto antes. E a forma de eu conseguir essas coisas é através do" meu concurso", e para conseguir o "meu concurso" eu preciso estudar. Quanto antes melhor. Não está nada fácil passar em concurso e quanto mais eu adiar pior vai ser. Não curto muito meu" ambiente" de trabalho. Não é bem o ambiente, talvez o certo seja a perspectiva do meu trabalho. 
Mas vamos pensar, essas coisas me deixam louca? Sim. Eu penso no quando, no como, no que preciso fazer para chegar lá, mas não adianta. Nada disso vai me dar a concentração necessária para diante do meu cansaço físico, dos meus problemas, das responsabilidades diárias, sentar e estudar Administrativo, lei seca, tributário e nem Constitucional, que é a minha matéria favoritinha.

Eu quero emagrecer. E tenho usado a comida como uma compensação para o stress e cansaço do dia a dia. E sei que está errado, sei que me premiar com salgadinhos ferra com meu corpo hoje e amanhã. E eu preciso retomar o controle que eu estava exercendo sobre as minhas compulsões e o meu emocional. Mas quem não se desequilibra diante dos problemas? Eu vou reencontrar o caminho, mas é difícil querer ser a mulher-maravilha e achar que eu posso manter todas as outras áreas da minha vida intactas quando todo o meu estilo de vida está mudando. 

E claro a minha cagada amorosa. Se é que podemos, ainda que superficialmente, usar este termo. Não era amor, quero deixar bem claro. Mas sabe, eu me iludi, me iludi mesmo antes desse vendaval que me assolou. Mas eu me iludi, e vivi de ilusão por um tempão. A verdade, é que eu fiz aquilo que eu acho odioso, eu "implorei", ainda que não diretamente, mas implorei por um sentimento, por um relacionamento, e pirei quando não vi acontecendo. Pronto, defini. Foi isso o que fiz. 

Eu o achei bonito, interessante. Alguém me disse que ele me achou bonita. E pronto! Eu já imaginei que ele era apaixonado por mim, que viveríamos um relacionamento do tipo: "nossa você é perfeita pra mim". E que isso se encaminharia para o primeiro relacionamento sério da minha vida. Não é de hoje que eu sinto falta de viver uma história de verdade. Ainda que acabasse. E olha, que desde o início eu já imaginava um fim trágico, com direito a lágrimas, brigas, magoas e outra. Mas eu investi e não quis ver claramente que ele não era o que eu queria, imaginava, e não era o cara por quem eu estava apaixonada, ainda que fosse uma paixão platônica.

Ele é um cara que não está apaixonado, que não sabe demonstrar sentimentos (nenhum sentimento, não estou falando dos mais profundos não, falo de qualquer mínimo sentimento). Ele não é o cara que eu esperava. Não é o cara que me entende e nem demonstra o interesse mínimo por mim, pelo meu prazer, pelo o que eu penso, enfim...
E mesmo diante de tudo isso, sim, eu insisti, chorei. Veja eu chorei por um cara com as características acima citadas. Meu Deus! Eu não quero especificar, mas se fosse contar tudo o que aconteceu. Jesuis!  Eu sonhei que ele era "Esse cara sou eu" e ele não passa de, bem, sei lá... As expectativas foram minhas.
Confesso que mesmo agora eu não sei como reagiria se ele fizesse um gesto gentil, um gesto em minha direção. Provavelmente, eu fecharia meus olhos e cairia dentro, mesmo sabendo a conclusão a que chegaria no momento seguinte.

Mas quem não quer? Quem não quer aquele cara com bom gosto musical? Sem ser aficionado e meio doente. Mas quem não quer um cara que se interesse por sua vida e te apoie? E por um tempo, sim, ele fez isso. Achei que ele fosse assim sempre. Quem não quer um cara que te admire? Que esteja enfeitiçado por você? Isso foi totalmente da minha cabeça. Enfim, muita gente, pra não dizer todos, querem isso. E apesar de saber que essas coisas acontecem. Apesar de saber que isso não pode ser exigido. Apesar de saber que isso não pode ser implorado, eu perdi o controle. Fazer o quê?

Agora é colocar a cabeça no lugar e me tratar bem é o caminho. Minha vida não vai ser sempre assim.
Estudar? Sim, no ano que vem. Esse já era o plano original, e mais uma razão para mantê-lo. 
Alimentação? Vou cortando aos poucos. Vou começar a organizar as guloseimas, ninguém disse que eu tinha que fazer uma dieta zero.

E quanto ao relacionamento? Vou tentar me conscientizar, e colocar a cabeça no lugar o máximo possível. Eu vou conseguir. Eu sei que vou.

Do peso que eu carrego

Eu penso que na vida a gente sofre por imposição, seja divina, seja da vida, ou por autoimposição.

Temos perdas impostas e perdas autoimpostas. Sofrimentos, seja por causa da minha crença religiosa são sempre autoimpostos, mas têm umas coisas que a gente escolhe aqui, conscientemente.

A doença da minha mãe tem sido um sofrimento imposto. Algumas outras coisas do meu dia a dia tem sido sofrimento imposto.

Mas outras coisas têm sido puro sofrimento autoimposto. E a única solução para eles é descobrir porque os estou me impondo esse peso extra na minha caminhada.

Se já tenho reclamado de estar cansada porque escolher sofrimentos extras? Sem razão pra isso né!!!!


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Rachel and Ross, no you and I

Outro dia eu vi um episódio de Friends em que a Rachel quer porque quer dizer ao Ross que o ama. E todos dizem que é uma tolice, isso é no início da 5ª temporada, logo após ele se casar. Mas ela insiste e diz isso a ele e então caí na gargalhada porque ao falar ela ouve o que ela mesmo está dizendo e percebe o quanto aquilo é impróprio. Me sinto assim.
Enfim, percebi que estou sendo usada como ponto de ônibus, que estou sonhando acordada com um cara que não quer mover um dedo para ficar ao meu lado, e principalmente, não faz esforço algum para esconder isso de mim. Estou com uma pessoa que a maior parte da história eu fantasiei e não vivi.

Enfim, estou com um imenso crachá no peito, dizendo: IDIOTA!!! E só eu não percebia. Estou insistindo em algo que nunca teve qualquer futuro, como se fosse a história da minha vida.

Enfim... é tarde? Talvez! Vai ser fácil? Creio que não! Mas ainda assim, foi bom que enfim eu tenha conseguido ver o que estava bem diante dos meus olhos...

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Depois do fim

Muitas vezes na minha vida eu sinto como se o mundo espelhasse um pouco daquilo que eu sinto por dentro.
E geralmente eu me espanto muito quando isso não acontecesse.
O tempo agora está infernal.
Um calor escaldante, incessante, onipresente, deixando todos indispostos, mal-humorados, irritadiços, cansados...
E é assim que eu me sinto, em parte, me sinto cansada...
Um cansaço da alma.
O termo mais apropriado seria até exausta.
Eu sinto meu coração, meu corpo, minha alma, minha mente, e até minha voz está exausta.
E não há remédio para isso. Não há nada que cure.
O tempo diriam alguns?
Mas só a angústia de esperar o tempo passar já é uma dor...

Me sinto estranhamente vazia e dolorida.
Me sinto descrente e fadada a algo que achei outrora que fosse suportável, mas agora mal posso pensar...

O que eu vou fazer?
O que deve ser feito?
Que caminho devo seguir?

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O que fomos?



Eu começo a vislumbrar uma saída. Ainda não me encaminho para ela de cabeça erguida e confiante, mas o momento derradeiro não tarda a chegar.
A poeira se assenta, e agora possa espaná-la e perceber o brilho do tesouro em minhas mãos.
Sim a verdade é dura, é difícil e não traz em si a promessa de felicidade que eu achava que iria encontrar.
Mas a verdade liberta das dores, tanto as já sentidas quanto das que ainda viriam...
Mas também traz consigo dores novinhas em folha,
dores para as quais, nestes momentos derradeiros eu me preparo.
Mesmo sabendo o quão inútil é,
eu me preparo...


ps: meus vídeos começo com a dor do amor e termino com a dor do fim. Tão eu!

domingo, 21 de outubro de 2012

Revendo prioridades

Sabe uma coisa covarde para se fazer em uma relacionamento a dois? E já vou logo avisando que eu faço. Dizer o contrário daquilo que você pensa, ou mesmo, omitir aquilo que te incomoda. E existem vários motivos que "justificam" essa minha atitude. 

E o primeiro deles é que eu espero que a pessoa aja por ela mesma. Que ele me diga: "Não! O que é isso? O que você está dizendo, eu nunca pensei nisso!" E aí, quando ele não diz, e isso quase sempre acontece, eu fico duplamente frustrada, primeiro porque não disse o que eu sentia e segundo porque eu esperava que aquela pessoa pensasse de um jeito diferente.

É um jeito torto e errado de tentar ouvir o que se quer. E quase nunca dá certo (comigo nunca deu, mas quero pensar que com outras pessoas pode ter sido diferente).

Nos diferentes relacionamentos pelos os quais a gente passa acho inevitável ir tentando consertar as coisas. No último e primeiro, eu fui extremamente ciumenta, controladora, melosa, e sempre achei que a solução estava em ser mais racional, madura, controlada, mas pelo visto essa só é a solução se isso partir de dentro de você, caso contrário não tem valor algum. E talvez eu ainda não esteja preparada para ser assim tão distante, fria, racional e madura quanto a situação exige. 

Eu preciso de calor, de ilusão, de paixão, de momentos. No fundo, acho que curto uma drama, uma cena, algo com calor, fogo. Essa coisa de autocontrole, de pisar em ovos não é comigo.  

E aí fica uma pergunta importante: Se você está sofrendo porque gosta de alguém e acha que esse gostar está te trazendo sofrimento, terminar vai te fazer sofrer mais ainda, e ficar vai te fazer sofrer, o que fazer? 

No fundo, eu sei a resposta só ainda não chegou o momento exato de admitir.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

O que significa

Estive pensando no Amor que eu sonho para mim. Que tipo de amor é este?


Não há um motivo exato que me leve a este tipo de questionamento, mas apenas acho que quando essas cosias estão mais claras fica muito mais fácil tomar decisões, e isso é algo que eu preciso fazer, descobrir saídas para problemas “insolúveis”, enfim...

Vale dizer também que com os trinta anos dando um "oizinho" animado no horizonte a gente começa a pensar nestas coisas. Eu sei que não é assim, mas fica a sensação de que se as coisas não se resolverem agora, nunca se resolverão. Sei que este tipo de pensamento é uma tolice, mas não deixa de ser a sensação pungente que eu tenho.

Outro dia enquanto conversava ouvi uma sentença que nunca antes pensei que ouviria: "Você é romântica". Não me acho romântica. Não me vejo assim, não me idealizo assim. No máximo, me acho sentimental, ah isso sim! Sou do tipo que chora com filmes, com músicas, e que sim, suspira com mocinhos bonitos e tipicamente hollywoodianos. Mas romântica?

Como não suspirar diante de Keane Reeves em A Casa do Lago? (Super momento fofo quando ele planta uma árvore para que sua mocinha tenha oxigênio) Ou com o Jerry de PS: Eu te amo? E com tantos outras atitudes bobas e, elas sim românticas, que os filmes nos fazem querer viver. 

Mas não creio que seja isso o que eu busco. O que eu quero tem mais a ver com simpatia, e empatia, simplicidade, interesse verdadeiro e sincero no que eu tenho para compartilhar, seja pouco ou muito. Mais do que qualquer circo romântico o que eu quero é me sentir mais eu mesma e o mais a vontade o quanto possível com alguém que admirasse meu mundo, minha forma de ver o mundo e o suportasse todo o combo defeito/ mais manias irritantes. 

Romântica nunca! Insistente? Ah, até que...



Do cansaço que eu tenho


Eu estou cansada. E é incrível como eu preciso de alguém que entenda como eu estou me sentindo agora. Como eu preciso de alguém que me apoie agora.

Uma vez li uma reportagem que dizia que duas pessoas uma com uma visão positiva e outra negativa da vida, independentemente do que lhes acontecesse continuariam a ser essencialmente do mesmo jeito. Por exemplo, imagine, e este era o exemplo dado pela revista, que a positiva perdesse o movimento das pernas e soubesse que iria passar o resto da vida presa a uma cadeira de rodas, e que a negativista, ganhasse na Mega-Sena. Seis meses depois estas duas pessoas ainda seriam positivas, ainda que sabendo que sua vida não seria, mais a mesma, e a negativa, pessimista com os pequenos contratempos da sua milionária vida.

E claro que há uma imensa margem de erro, causada principalmente, pelas pessoas que realmente passam por situações que as levam a mudar sua visão de vida, mas acho que apesar de todo o terror que eu tenho vivido, isso não aconteceu comigo. Infelizmente, já me adianto a dizer.

Minha mãe é meu bem mais precioso. E possui múltiplos papéis na minha vida que pode perceber por qualquer um que conviva minimamente comigo. Eu me sinto egoisticamente cansada, exausta. Sei que isso é difícil de entender por uma pessoa normal com um pouco que seja de coração, de humanidade e de olhar para o próximo, mas é assim que me sinto. Vejo a reprovação nos olhos alheios, nos olhos daqueles que não sentem os músculos sempre retesados, endurecidos pelos sustos diários. Sinto olhares condenadores por quem viu minhas lágrimas no momento de maior desespero, e fico imaginando que eles devem se questionar se haviam verdades naquelas lágrimas.
Alguém já mais calejado acostumado a noites mal dormidas por dias em uma enfermaria, a rotina de médicos, prognósticos, exames, pedidos, alguém que já teve a responsabilidade de manter a fisionomia calma enquanto sua mente dispara a mil por hora no futuro desesperador, sabe o tipo de cansaço estou sentido. Mas este é momento em que eu me sinto envergonhada. Em apenas um mês? Tanto sofrimento e dor, em apenas um mês?

Não é que eu não a ame, não vejo a mínima necessidade de provar, ou argumentar para provar que sim. Não é que a vontade de revirar o mundo, mas encontrar uma solução, uma saída, uma cura, um enfim superado, tenha se esvaído. Não!


Mas nada disso anula a mente leve, que sonha com uma viagem, sem celular, para bem longe, que sonha ter como compromisso do dia, acordar, sorrir, ir à academia, namorar no jardim, fofocar com as amigas... Uma vida que parece que não volta.

domingo, 14 de outubro de 2012

Juntos nos tornamos um só?

O que acontece se você perde AQUELE instante?
Se você perde AQUELA oportunidade?
Se você não vai aquela festa?
Não fala/ responde aquele oi?
O que acontece com as oportunidades amorosas perdidas? Eu sempre me perguntei isso. Até porque, se a resposta é você fica sem aquela história, sem aquela pessoa e sem aquele amor, eu com certeza perdi muitas dessas coisas por aí.


Eu não acredito em alma gêmea. Principalmente, levando em conta aquela lenda de que nós éramos um e depois fomos bipartidos por uma punição dos deuses.E que nossa principal missão é buscar nossa alma gêmea, só assim nos sentiremos completos. Assim como, o conceito de "outra parte" do Paulo Coelho. Eu não acredito em nenhuma dessas coisas. Sou mais da filosofia moderna de que nós já somos completos e de que o outro é, com sorte, alguém que irá nos ajudar a ver o que temos de melhor e nos ajudar a sermos ainda melhores. Nada de completar. 
Não acredito em qualquer eternidade das relações afetivas. Nós mudamos. É claro que existem eternos amantes, eternos casais, amigos eternos, e quem duvida que o amor de mãe é eterno? Mas isso, de maneira alguma, vai contra o que eu disse anteriormente. Acho que dentro de um relacionamento amoroso, as pessoas mudam e dificilmente alguém que está casado há 50 anos são as mesmas pessoas e têm o mesmo amor de quando se casaram. Tudo muda, e é pra ser assim mesmo.



Mas longe de mim querer divagar sobre o amor, afinal, sou muito pouco conhecedora do assunto e da vida pra isso, e principalmente, vale dizer, não conheço nada do sentimento em si. Sim bateu aquela, "eu sou poeta, mas não sei amar" ó que dó de mim, rs, #sóquenão.

Minha inspiração pra escrever começou de um vídeo Seconds que eu vi neste site aqui.  O vídeo que é muito fofo, mostra a ideia da oportunidade e do amor. A coragem de dizer o oi, de se arriscar, de tentar. Durante a maior parte da minha vida eu disse não a isso, com um medo bobo de sofrer. Medo bobo em termos, afinal, olhando racionalmente, na minha cabeça esse medo faz todo o sentido. Mas ultimamente, talvez por causa da idade, eu tenha começado a ter um outro medo, o medo das oportunidades perdidas. Por que se aquela pessoa estava designada pra você, de alguma forma (dê asas a imaginação) o que acontece se você perde a coragem, ou se você nunca teve coragem e você não diz aquele oi, o que te acontece? Você fica sozinho pelo tempo equivalente aquela relação, como uma punição pela omissão? Isso faz sentido pra mim. Você tem outra oportunidade até que aquilo de fato aconteça?
  
                                  
Eu não sei a resposta, mas de fato o ditado: é mais fácil se arrepender pelo o que fez do que pelo o que não fez, tem muito sentido aqui. Ainda que eu não acredite naquele amor de conto de fadas que a primeira vista já se vislumbra.

"Porventura é isso que desejais, ficardes no mesmo lugar o mais possível um para o outro, de modo que nem de noite nem de dia vos separeis um do outro? Pois se é isso que desejais, quero fundir-vos e forjar-vos numa mesma pessoa, de modo que de dois vos tomeis um só e, enquanto viverdes, como uma só pessoa, possais viver ambos em comum, e depois que morrerdes, lá no Hades, em vez de dois ser um só, mortos os dois numa morte comum; mas vede se é isso o vosso amor, e se vos contentais se conseguirdes isso. Depois de ouvir essas palavras, sabemos que nem um só diria que não, ou demonstraria querer outra coisa, mas simplesmente pensaria ter ouvido o que há muito estava desejando, sim, unir-se e confundir-se com o amado e de dois ficarem um só. O motivo disso é que nossa antiga natureza era assim e nós éramos um todo; é portanto ao desejo e procura do todo que se dá o nome de amor." O Banquete, Platão. 

sábado, 6 de outubro de 2012

Coisas das quais eu gosto #roupas

Adoro esse visual rocker. Na verdade, quem me conhece sabe que eu nem sou tãoooooo esse estilo, mas gostaria de ser. Simples, atual, e divertido. Amei!



Não existe um motivo nesse mundo que justifique eu não ter uma camiseta de caveira.


Amei essa.



Fui.


:)



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Gangorra emocional

Eu não sou bipolar. Nem adianta. A mídia e as pessoas em geral romantizaram muito toda essa coisa da bipolaridade, mas isso é uma doença e não é qualquer variaçãozinha de humor que a caracteriza.



Mas isso não me impede de viver em plena gangorra emocional. As mínimas coisas, que em geral são fruto na minha mente, me levam de um canto a outro. E eu fico aqui perdida meios em saber se é pra ficar feliz ou desandar de vez. Se é pra continuar apostando ou pelo contrário entregar as pontos e seguir em frente. 

Muitas vezes essa minha inconsistência emocional me leva a uma eterna indecisão, fico perdida sem saber como agir, já que não sei se sigo esse ou aquele pressentimento. 

E não eu não posso me levar por estes sentimentos. Pois eles me impedem de tomar decisões, de seguir meu caminho, de planejar, de seguir meus objetivos. 



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Nem tudo são flores


Eu posso, apesar de tudo dizer, que eu sou espírita. Digo apesar de tudo porque eu nunca fui uma pessoa muito religiosa. Não faz parte da minha natureza. Tanto, que durante a adolescência eu até flertei com o ateísmo, coisa de uma semana, e com ser agnóstica. Mas não adianta, momentos depois estava eu lá novamente pedindo, contando e até mesmo reclamando com Deus. 

Se tem algo que sempre foi muito definido foi minha religião, sou espírita e pronto. É a doutrina que mais se adéqua ao meu pensamento. O conceito de que somos nós, e não um Deus cruel e insensível quem causa os nossos próprios sofrimentos sempre me confortou. E não consigo me ver sem esses conceitos. 

Mas, apesar disso tudo, como religiosa eu sempre “pequei”. Como espírita minha maior implicância são com os livros. Sim os livros espíritas que tanta gente, mesmo não espírita, gosta eu acho estranho. 


Um exemplo é Violetas na Janela que eu reli recentemente. Tá, eu entendo que os livros têm como intuito dar bons exemplos, guiar para o tal comportamento elevado. Mas gente? Como pode tanta perfeição? É isso o que eu não suporto. Todo mundo é tão, mas tão bonzinho, sempre com pensamentos puros, elevados, sempre pensando no bem. Concordo que, principalmente neste caso, depois de tantos anos vivendo na tal colônia, (que é uma espécie de céu, sei que a comparação é chula) os sentimentos, comportamentos vão se tornando mais elevados. Como eu reagiria se morresse e fosse para uma colônia, linda e feliz? É possível que também ficasse super boazinha, deixasse de gostar de músicas barulhentas e só desejasse ouvir música clássica o resto da minha eternidade, e olhasse a todos SEMPRE com bons olhos. (Até porque as pessoas leem pensamentos, e se eu continuasse pensando metade do que penso atualmente creio que não ficaria mais que cinco minutinhos numa colônia. #fato) 

Mas alguém entende a minha agonia? Alguém entende como estes livros me incomodam? Alguém? 

Essa perfeição, ou até mesmo quando o livro conta a trajetória de uma espírito menos evoluído eu não consigo me identificar nem com a parte "revolts" e nem com a parte regenerado. 

Eu li coisas interessantes em Violeta..., mas outro dia mesmo comentava com a minha mãe: Como um roqueiro, um sambista, como um estilista, qualquer pessoa boa, justa, honesta, cumpridora de seus deveres, mas com o sangue um pouquinho mais quente, mais barulhento, mais ativo sobreviveria naquele lugar sempre florido, sempre com música de elevador como trilha sonora? 



Existe outro lugar, mais meio termo? Espero que sim.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

A espera daquele "estalo"


Tem um conceito no qual eu coloco todas as minhas fichas: o de que na vida as coisas têm um impulso próprio. É como começar um regime. Você sabe que está acima do peso, que precisa emagrecer, chora, sofre para comprar roupas, pra se encarar no espelho, mas ainda assim protela, adia a decisão e a firmeza necessárias para mudar aquela situação. Até que dá um estalo e pronto, você começa e tem firmeza o suficiente para ir até o fim. Alcoólatras, fumantes, criminosos. Não é difícil ver essas pessoas relatarem situações cotidianas, mas que combinadas com o momento certo fizeram com que eles mudassem de caminho. Mas talvez se não houvesse a combinação momento certo e pessoa certa aquele evento por si só não teria força de fazer aquele indivíduo mudar.

E como isso tem influência na minha visão de vida? Eu acredito nesse "estalo" e espero que ele ocorra para iniciar qualquer coisa na minha vida.
Deixa eu me explicar.

Sempre achei que quando chegasse a época do vestibular haveria um estalo na minha cabeça que me faria optar por esta ou aquela profissão. E não foi bem assim, cabe dizer, eu escolhi meio na sorte, meio no escuro. Durante meus cinco longos anos de Direito, achei que num dado momento uma luz se faria e eu descobriria meu dom com a profissão, o que faria com aquele estudo que eu estava adquirindo. Tá, tudo bem, depois do meu estágio eu consegui ao menos escolher uma área de preferência, mas as coisas não aconteceram como eu havia imaginado. e sim como fruto da experiência diária que eu estava tendo com a profissão.

Achei que seria assim com praticamente tudo na minha vida adulta.O emprego certo, o homem certo, o lugar certo, e mesmo agora continuo esperando pelo estalo para o concurso certo, para o lugar certo pra morar, para o relacionamento certo, enfim. 

É estranho perceber que continuo esperando, porque afinal de contas eu já deveria ter percebido que esse "estalo" falhou antes, então, talvez, continuar esperando por ele não me leve a nada. Só me faça perder tempo, e oportunidades. Só me faça protelar a única atitude que me levará a algum lugar, que é arregaçar as mangas e começar a agir. 

Não adianta esperar por aquele concurso que me fará muito querê-lo, se eu não me preparar desde agora e não quebrar a cara com os errados talvez quando sentir o tal "estalo" já seja tarde demais.

Sempre percebi em mim uma certa falta de iniciativa. Sabe aquele arrojo que algumas pessoa têm? Me falta. Às vezes fico pensando se não é por causa da minha educação, da minha infância, ser filha única e superprotegida. Mas já passou da hora de parar de ficar apontando o dedo pro passado e assumir uma posição mai ativa com relação aos meus defeitos. 

O que eu quero dizer com isso tudo é que eu preciso parar de esperar pelas coisas. Parar de achar que o momento ideal vai chegar e fazer ele acontecer. Clichê? Sim, claro, o mundo está clichê, a vida está clichê e é preciso o gasto de muita energia parar tentar escapar disso. Energia que eu, sinceramente, não estou, no momento, disposta a gastar.

Preciso ativar a minha lista de planos, transformando-a na minha lista de tarefas. Mas esta atitude que teoricamente deveria ser tão simples, para realmente funcionar, exige uma senhora de uma boa vontade e atitude. 

Eu vou começar...



"Só quero saber
Do que pode dar certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber
Do que pode dar certo
Não tenho tempo a perder..."

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Re-começo

A internet está abarrotada de lixo. Sim, e eu no fundo não acho que eu esteja contribuindo para melhorar esse cenário. Mas isso também não me causa nenhum tipo de remorso. 

Não há nenhuma relevância social eu criar um blog para falar das minhas angustias, medos, vontades, sonhos, planos, ou narrar a minha eterna gangorra emocional. E sim, eu sou a rainha das instabilidades. Mas ainda assim, sigo despreocupada com o resto do mundo e usando a web para satisfazer pequenas vontades particulares. 

Não esperem coerência, coesão, porque se eu não vivo assim não seria um blog meu que teria qualquer uma dessas características. 

Por hora essa é apenas uma válvula de escape. Vamos ver onde irá parar.