segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O que eu li: Belo Desastre - Jamie McGuire



O livro é bem escrito. McGuire tem uma escrita leve e dinâmica e ao contrário da LS James que é sofrível aqui a história agarra a gente e não solta. E olha que eu nem gostei muito do casal.
Eu li Bela Distração e depois Belo Desastre. E gostei muito mais do Trenton do que do Travis. Apesar do Trenton ser meio bobinho, falso bad boy,  ele é mais maduro do que o irmão.
  Travis é infantil, temperamental, violento, imprevisível e meloso e eu ficaria bem assustada por ter um cara assim “apaixonado” por mim.
Tudo começa quando Travis conhece Abby que é a melhor amiga da namorada do seu primo. O engraçado é que eles, os primos, moram juntos, e América e Sheppley parecem namorar já há algum tempo, e ela e a Abby são melhores amigas e não se desgrudam, mas o Travis não a conhecia.
Ele logo fica encantadinho pela Abby, mas ela tenta “desistimulá-lo” um pouco assustada pela fama de pegador dele. Travis é descrito como o bad-boy. Ele luta pra ganhar dinheiro para se manter na faculdade, é o cara malzão do qual todos na faculdade têm medo, arruma confusão por qualquer coisa, ganha todas as lutas e não tem medo de nada. Enfim, surreal como qualquer mocinho. A Abby é menos patética do que as outras mocinhas , mas não consegui ter simpatia por ela. Achei fantasioso o passado dela, e me irritou essa coisa de não quero ele, ele não é bom pra mim, blá, blá, blá, mas ela aceita uma aposta em que se perder terá que ficar um mês na casa dele, (no decorrer da história quando descobrimos que ela tem fama de ser  super sortuda, logo, ela quis ir pra casa dele).  Daí eles entram naquele espiral de se apaixonar, não aceitar, curtir, se separar por qualquer bobagem, voltar, chorar...
Até então, bem esse é um romance e não dá pra exigir coerência, e sensatez o tempo todo. Mas o que me assustou foram algumas ações do Travis machistas e estúpidas descritas só como o velho “ele é assim mesmo”. Ela “foge” da casa dele depois deles fazerem amor, assustada com tudo que aquilo significa e ele? Quebra a casa toda, vai atrás dela, se ajoelha na cama e a abraça implorando perdão ou sei lá o quê.  Gente quando li isso achei inacreditável.
Além disso, achei bem machista esse lance de ele atrair mulheres as pencas, todas loucas por um compromisso, transar com elas no sofá (por não achar elas dignas para levá-las para cama), que bosta de cara meu.
Dizem que no outro livro a gente entende de porque do apelido Beija-flor (cafona), e daquela presepada em Las Vegas. E, por ter gostado do geral das histórias sobre os Maddox (além de adorar esses livros sequenciais em que uma história se entrelaça a outra), estou curiosíssima com a história do Thomas.

Ps.: só eu achei esquisito que no livro Bela Distração Trenton diz que não sabia do Travis depois do incêndio e em Delo Desastre eles se veem antes de ir para Las Vegas. Furo da autora.

Ps²: Vejo as fotos da galera imaginando o Travis e acho que tem cara de garoto (na história eles são jovens), o que eu mais gostei foi esse:






sexta-feira, 8 de maio de 2015

O que eu li: A esperança tem muitas faces - Lucília Junqueira de Almeida Prado

E a esperança virou decepção.

O romance de Gian e Lívia desabrocha durante o período da Segunda Guerra. E os efeitos da guerra, o momento político vivido pelo Brasil e pelo mundo, são o plano de fundo para este casalzinho maçante.  

O livro tem uma base histórica muito interessante. E me deu mais vontade de conhecer os detalhes da campanha do Brasil na Segunda Guerra. O enfoque é a alta sociedade paulistana e durante alguns momentos eu quis saber de um panorama mais realista e geral, não tão focado em um pequeno grupinho de playboys. Que era o que a turma de Gian e Lívia eram. E essa é uma curiosidade que a história conseguiu despertar.

Mas o casal, o romance, foram extremamente decepcionantes. Se em romances mais água com açúcar é comum a gente ter certa implicância com a mocinha, nessa o rapazinho era tão insuportável, que apesar do Lívia ser terrivelmente endeusada e surreal ele ganhou mais eficientemente minha antipatia.

Gian é machista (tudo bem aqueles eram outros tempo), imaturo, e o pior é que com todos esses defeitos ele é pintado como o homem dos sonhos.
Lívia faz todos os homens se apaixonarem por ela, é sempre a mais elegante, a mais esperta, a mais bondosa e blá, blá, blá. Difícil mesmo saber como as amigas aguentam.
Enfim, nem a narrativa anima a gente. Numa tentativa de fazer algo romanceado e idílico o texto soa bem falso e floreado. Alguns personagens secundários, como Lorenza, de fato, poderiam ser mais bem explorados.


E a situação vivida por Guto, Rôni e seu pai poderia ser explorada de uma forma diferente. E não do modo como foi em que acabou confirmando a visão destorcida e preconceituosa da época.  


sábado, 25 de abril de 2015

O que eu li: A Ferro e Flores - Lygia Barbiéri Amaral



Durante a leitura muitas pessoas elogiaram o livro. E de fato, esta não foi uma leitura ruim. O grande problema da história é o amarrar dos fatos.
Na história temos a explicação espírita para os malefícios causados pelo álcool.

Tudo começa com o acidente de Ana Patrícia e Ana Teresa. O namorado de Ana Teresa, Caian, bebe e insiste em dirigir. Ana Patrícia e o amigo/namorado, Pedro, também entram no carro, mas com a ideia de impedir que algo pior aconteça.
O meio como os jovens se adaptam, a culpa, a dor, as dificuldades e os diferentes caminhos que encontram para tirar uma lição do acontecido e crescerem espiritualmente é a lição do livro.

Paralelamente, temos a história de Hermínio, pai de Thalita, que tem uma neuropatia gerada pelo consumo excessivo da bebida. O convívio com um alcoólatra em tratamento e em como se exige paciência, abnegação, e amor da família durante todo o processo também é outra faceta da história.

É claro que por ser uma romance espírita há toda uma história do além, obsessores, rixas de outras vidas que criam um enredo paralelo e explicam muita coisa.
O que me incomodou foi que há várias falhas na trama. Principalmente no final da história, muitos personagens se contradizem para fazer as coisas acontecerem. Além disso, a forma simplória como tudo se resolve tira a força da luta das pessoas reais que lidam com o problema do alcoolismo.

E, por fim, apesar de eu não ser grande conhecedora da doutrina espírita há várias falhas no que a doutrina prega e o que acontece no livro. Sei que este não é um livro psicografado, nem nada assim, mas essa visão romântica do Espiritismo leva a incorreções que se propagam e não beneficiam. 
Ainda assim, a importante mensagem de que é necessário amor, dedicação, carinho e muita compreensão para os familiares de pessoas envolvidas com álcool e demais drogas é passada com maestria. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O que eu li: Não se apega, não - Isabela de Freitas


Eu estava louca para ler esse livro. Não sei o que eu esperava com esse título, mas talvez uma história com ar menos adolescente.

Isabela termina um namoro de 2 anos com um cara (namoro este não muito feliz) e aí começa a jornada do livro. Naquele momento em que a gente toma uma decisão errada (no caso não foi nem terminar, mas por que durou tanto tempo) e por isso tenta descobrir o que levou a isso.
Ela descobre que sempre busca "o cara", o tal príncipe encantado, em qualquer um que apareça na sua frente, que não consegue ficar sozinha. E em razão disso muitas vezes se vê no meio de um turbilhão.

Isabela tem as fraquezas, expectativas e se ilude como muitas de nós. Quem não gostaria de um romance bem no estilo comédia romântica em que o cara tem tudo para ser o mais errado e  a gente descobre que é o homem da nossa vida? Mas vai saber Deus não é da escola hollywoodiana de roteiros, então a vida, a realidade, nem sempre (quase sempre - diriam os mais ajuizados) é aquele conto de fadas.

Mas todo o drama da autora fica parecendo historinha da Capricho e isso me incomodou um pouco. Entretanto, a leitura é boa e divertida (no geral). Mesmo com frases feitas quem nunca precisou se relembrar de algumas velhas verdades....




sábado, 21 de fevereiro de 2015

O que eu li: Aconteceu em Veneza - Molly Hopkins


Tudo começa com uma viagem de reconciliação da Evie , por Barbados, com o noivo, Rob, que a havia traído.

Toda a história de Evie e Rob é começa em Aconteceu em Paris. Eu não sabia. No entanto, li muita gente dizendo que os dois livros são independentes e dá pra ler essa história sem saber daquela. Mas depois do que o personagem do Rob se transforma não quero ver eles se apaixonando, logo, acho que esse segundo livro tira a graça do primeiro.

Continuando... Arrependido da traição, ele quer comprar uma casa, casar, ter filhos. Mas o tempo todo ela vacila entre querer e fugir de todo esse compromisso. Com mais tendência a querer fugir. O que compreensível já que ele age como um babaca o tempo todo.

O cara é um bom filho da puta, chato e implicante, que segundo ela é gato e gostoso. Um dia ela descobre que ele era casado. Isso depois dele aterrorizar a amiga dela, tentar fazê-la largar o trabalho, controlar obsessivamente as contas dela. E é nesse momento que a gente sente muita raiva da Evie. Ela não consegue assimilar o que aconteceu e percebemos que se não fossem as interferências dos amigos ela não conseguiria ter entendimento da seriedade da situação. Se John (um ricasso que a leva para viagens, compras roupas e marca e leva para lugares caros. Ah tá!) não tomasse as rédeas, se Nikki não a fizesse trabalhar tanto que a levasse a exaustão, ela teria voltado de braços abertos para o Rob. Então o mérito de ter tomado uma decisão não parece muito ser dela. 

Tudo bem que quando eles se encontram ela acaba fugindo dele, mas não acredito muito nela.
Evie é irritante, tola. E a história não convence muito. Aquela amiga dela, Lulu, testa a paciência de qualquer mortal.

Além disso, "Aconteceu em Veneza" na verdade se passa toda em Londres, nada contra a cidade, mas o que inicialmente me atraiu ao livro foi se passar em Veneza. Me senti meio traída pelo título.
Apesar disso tudo a livro diverte como uma leitura fácil e rápida.  

sábado, 14 de fevereiro de 2015

O que eu li: Os Senhores de Roma - César - Livro V, Colleen McCullough

               
César, o 5º livro da série Senhores de Roma, é um prazer literário para os fãs de romance-históricos. Colleen McCullough costura seu romance aos fatos históricos de uma forma coerente e mágica.

No início deste livro temos César desempenhando o papel de governador da Gália. Tentando manter os inúmeros povos gauleses subservientes a Roma. E mais, convencê-los de que isto é o melhor para eles. No entanto, a revolta ocorre quando Vercingetórige, um jovem arveno, propõe uma união de todo o povo gaulês formando um exército numeroso que seria uma força irresistível para Roma. César tem a oportunidade, então, de demonstrar toda a superioridade do exército romano, que vencia pela técnica acima de tudo, e a genialidade que o fez ser um dos maiores generais da História.

Ainda temos todo o desenrolar dos fatos que culminarão com César atravessando o Rubicão e o com a guerra civil. Às vezes nos parece pouco crível que Pompeu, o Grande, fosse tão hesitante na condução desta guerra? Sim. Mas não é difícil entender os seus motivos. E nisso McCullough nos traz intrigas, azares e fatalidades que fez tudo ser como foi.  A intimidade que ganhamos com Pompeu, me fez lamentar de forma inesperada sua morte.

A verdade, é que a maioria de nós conhece a história, seu enredo, seu fim. Entretanto, o modo como a autora nos mostra essa história é tão fascinante e rica que Colleen constrói um mundo a parte.


Me pego pensando se Catão e os seus, apesar da flagrante estupidez em combater tão cegamente César, não estariam um pouco certos ao dizer que após ele  a República acabaria? Conhecedores dos próximos capítulos ouso dizer que talvez sim. Mas até que ponto esses homens também não ajudaram para esse fim?

O fato é que o livro é uma leitura tão deliciosa que deixa uma ansiedade de que como serão narrados os próximos capítulos. 
E que venha O Cavalo de Outubro.

Bem enquanto eu me deliciava com César Colleen Mc Cullough faleceu. Pelo que eu li ela já estava idosa e bem debilitada. Mas deixou a obra da sua genialidade  e com muita generosidade dividiu conosco histórias tão maravilhosas.