sábado, 21 de fevereiro de 2015

O que eu li: Aconteceu em Veneza - Molly Hopkins


Tudo começa com uma viagem de reconciliação da Evie , por Barbados, com o noivo, Rob, que a havia traído.

Toda a história de Evie e Rob é começa em Aconteceu em Paris. Eu não sabia. No entanto, li muita gente dizendo que os dois livros são independentes e dá pra ler essa história sem saber daquela. Mas depois do que o personagem do Rob se transforma não quero ver eles se apaixonando, logo, acho que esse segundo livro tira a graça do primeiro.

Continuando... Arrependido da traição, ele quer comprar uma casa, casar, ter filhos. Mas o tempo todo ela vacila entre querer e fugir de todo esse compromisso. Com mais tendência a querer fugir. O que compreensível já que ele age como um babaca o tempo todo.

O cara é um bom filho da puta, chato e implicante, que segundo ela é gato e gostoso. Um dia ela descobre que ele era casado. Isso depois dele aterrorizar a amiga dela, tentar fazê-la largar o trabalho, controlar obsessivamente as contas dela. E é nesse momento que a gente sente muita raiva da Evie. Ela não consegue assimilar o que aconteceu e percebemos que se não fossem as interferências dos amigos ela não conseguiria ter entendimento da seriedade da situação. Se John (um ricasso que a leva para viagens, compras roupas e marca e leva para lugares caros. Ah tá!) não tomasse as rédeas, se Nikki não a fizesse trabalhar tanto que a levasse a exaustão, ela teria voltado de braços abertos para o Rob. Então o mérito de ter tomado uma decisão não parece muito ser dela. 

Tudo bem que quando eles se encontram ela acaba fugindo dele, mas não acredito muito nela.
Evie é irritante, tola. E a história não convence muito. Aquela amiga dela, Lulu, testa a paciência de qualquer mortal.

Além disso, "Aconteceu em Veneza" na verdade se passa toda em Londres, nada contra a cidade, mas o que inicialmente me atraiu ao livro foi se passar em Veneza. Me senti meio traída pelo título.
Apesar disso tudo a livro diverte como uma leitura fácil e rápida.  

sábado, 14 de fevereiro de 2015

O que eu li: Os Senhores de Roma - César - Livro V, Colleen McCullough

               
César, o 5º livro da série Senhores de Roma, é um prazer literário para os fãs de romance-históricos. Colleen McCullough costura seu romance aos fatos históricos de uma forma coerente e mágica.

No início deste livro temos César desempenhando o papel de governador da Gália. Tentando manter os inúmeros povos gauleses subservientes a Roma. E mais, convencê-los de que isto é o melhor para eles. No entanto, a revolta ocorre quando Vercingetórige, um jovem arveno, propõe uma união de todo o povo gaulês formando um exército numeroso que seria uma força irresistível para Roma. César tem a oportunidade, então, de demonstrar toda a superioridade do exército romano, que vencia pela técnica acima de tudo, e a genialidade que o fez ser um dos maiores generais da História.

Ainda temos todo o desenrolar dos fatos que culminarão com César atravessando o Rubicão e o com a guerra civil. Às vezes nos parece pouco crível que Pompeu, o Grande, fosse tão hesitante na condução desta guerra? Sim. Mas não é difícil entender os seus motivos. E nisso McCullough nos traz intrigas, azares e fatalidades que fez tudo ser como foi.  A intimidade que ganhamos com Pompeu, me fez lamentar de forma inesperada sua morte.

A verdade, é que a maioria de nós conhece a história, seu enredo, seu fim. Entretanto, o modo como a autora nos mostra essa história é tão fascinante e rica que Colleen constrói um mundo a parte.


Me pego pensando se Catão e os seus, apesar da flagrante estupidez em combater tão cegamente César, não estariam um pouco certos ao dizer que após ele  a República acabaria? Conhecedores dos próximos capítulos ouso dizer que talvez sim. Mas até que ponto esses homens também não ajudaram para esse fim?

O fato é que o livro é uma leitura tão deliciosa que deixa uma ansiedade de que como serão narrados os próximos capítulos. 
E que venha O Cavalo de Outubro.

Bem enquanto eu me deliciava com César Colleen Mc Cullough faleceu. Pelo que eu li ela já estava idosa e bem debilitada. Mas deixou a obra da sua genialidade  e com muita generosidade dividiu conosco histórias tão maravilhosas.