sábado, 25 de abril de 2015

O que eu li: A Ferro e Flores - Lygia Barbiéri Amaral



Durante a leitura muitas pessoas elogiaram o livro. E de fato, esta não foi uma leitura ruim. O grande problema da história é o amarrar dos fatos.
Na história temos a explicação espírita para os malefícios causados pelo álcool.

Tudo começa com o acidente de Ana Patrícia e Ana Teresa. O namorado de Ana Teresa, Caian, bebe e insiste em dirigir. Ana Patrícia e o amigo/namorado, Pedro, também entram no carro, mas com a ideia de impedir que algo pior aconteça.
O meio como os jovens se adaptam, a culpa, a dor, as dificuldades e os diferentes caminhos que encontram para tirar uma lição do acontecido e crescerem espiritualmente é a lição do livro.

Paralelamente, temos a história de Hermínio, pai de Thalita, que tem uma neuropatia gerada pelo consumo excessivo da bebida. O convívio com um alcoólatra em tratamento e em como se exige paciência, abnegação, e amor da família durante todo o processo também é outra faceta da história.

É claro que por ser uma romance espírita há toda uma história do além, obsessores, rixas de outras vidas que criam um enredo paralelo e explicam muita coisa.
O que me incomodou foi que há várias falhas na trama. Principalmente no final da história, muitos personagens se contradizem para fazer as coisas acontecerem. Além disso, a forma simplória como tudo se resolve tira a força da luta das pessoas reais que lidam com o problema do alcoolismo.

E, por fim, apesar de eu não ser grande conhecedora da doutrina espírita há várias falhas no que a doutrina prega e o que acontece no livro. Sei que este não é um livro psicografado, nem nada assim, mas essa visão romântica do Espiritismo leva a incorreções que se propagam e não beneficiam. 
Ainda assim, a importante mensagem de que é necessário amor, dedicação, carinho e muita compreensão para os familiares de pessoas envolvidas com álcool e demais drogas é passada com maestria. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O que eu li: Não se apega, não - Isabela de Freitas


Eu estava louca para ler esse livro. Não sei o que eu esperava com esse título, mas talvez uma história com ar menos adolescente.

Isabela termina um namoro de 2 anos com um cara (namoro este não muito feliz) e aí começa a jornada do livro. Naquele momento em que a gente toma uma decisão errada (no caso não foi nem terminar, mas por que durou tanto tempo) e por isso tenta descobrir o que levou a isso.
Ela descobre que sempre busca "o cara", o tal príncipe encantado, em qualquer um que apareça na sua frente, que não consegue ficar sozinha. E em razão disso muitas vezes se vê no meio de um turbilhão.

Isabela tem as fraquezas, expectativas e se ilude como muitas de nós. Quem não gostaria de um romance bem no estilo comédia romântica em que o cara tem tudo para ser o mais errado e  a gente descobre que é o homem da nossa vida? Mas vai saber Deus não é da escola hollywoodiana de roteiros, então a vida, a realidade, nem sempre (quase sempre - diriam os mais ajuizados) é aquele conto de fadas.

Mas todo o drama da autora fica parecendo historinha da Capricho e isso me incomodou um pouco. Entretanto, a leitura é boa e divertida (no geral). Mesmo com frases feitas quem nunca precisou se relembrar de algumas velhas verdades....