Eu acredito no ritmo da vida.
Acredito, plenamente, que algumas coisas acontecem porque têm que acontecer.
Que a dificuldade de hoje te prepara para os caminhos mais tortuosos de amanhã.
E às vezes me pergunto até que ponto isso é fé na vida ou acomodação?
Quando olho pro caminho que percorri até aqui consigo perceber dois elementos importantes: um fio que parece unir tudo numa simetria perfeita, uma sequência propulsora que me leva ao salto seguinte; e também a minha inércia em lutar por aquilo que parecia não se encaixar na ordem vigente.
Talvez seja meu positivismo se exibindo, mas vejo as dificuldades de hoje como a consolação de amanhã. Os momentos em que a vida me encurralou as melhores saídas apareceram como um prêmio pela minha resistência.
Será que eu teria me esforçado tanto e seguido tão firme sem certa rigidez da vida?
Fiz os amigos certos: aqueles que sempre me incentivaram a pensar maior, a seguir em frente.
Tive a mãe certa e com um pé no realismo que me fez desconfiar muito do elemento sorte.
Tive a companhia de sonhos e oportunidades que vão me movendo.
Mas ao mesmo tempo, seja pelas dificuldades, externas ou pelas internas, com algumas coisas, me convenci que não eram pra mim. Até hoje, bem lá no fundo vejo assim, ainda repito - Eu não sou pra isso, eu não sei lidar com isso.
Deveria ter sido o Amor minha luta contra o estado natural das coisas? Deveria sido mais rebelde e assim ter tido um prêmio maior que é o amor? Começo a achar que as outras coisas podem vir por merecimento na resiliência e o amor dependeria de uma coragem maior, mais sangrenta, menos pacífica.
Mas sempre sobrevém a pergunta: Não será este o meu destino?
Estar sozinha é mais fácil. E quando olho para minha natureza percebo que amor, relacionamentos parecem contrários a ela. Antinatural.
Vejo o rumo que minha vida tomou e creio que um relacionamento a teria afetado de uma forma circunstancial não positiva.
Certa vez, alguém muito próximo disse: "Minha personalidade não cabe ter alguém ao lado."
E talvez a minha também não. Vai entender.
Vejo o rumo que minha vida tomou e creio que um relacionamento a teria afetado de uma forma circunstancial não positiva.
Certa vez, alguém muito próximo disse: "Minha personalidade não cabe ter alguém ao lado."
E talvez a minha também não. Vai entender.
Assim, vou cambaleando entre a aceitação e a revolta. Entre o auto-amor e a solidão.

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