terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O que eu li: Comer Rezar Amar - Elizabeth Gilbert


            Realmente criei grande simpatia pela Liz – Elizabeth Gilbert a autora e principal personagem do livro. Ao se descrever como uma pessoa falastrona e com grande facilidade de fazer amizades, e de comunicação seja com quem for, Liz nos dá uma pista do porquê apesar de cansativo, por um longo período, raso em muitas de suas colocações, eu levei este livro até o fim.
A história começa com uma americana de trinta e poucos anos e que está enfrentando um difícil divórcio. Desesperada Elizabeth pede ajuda a Deus, caí nos braços de um novo e canastrão namorado e no ápice de todo seu sofrimento ela resolve se “encontrar”. O problema da história, que sim é bem clichê, é que Liz é o tipo de pessoa que vê significados, conversão, espiritualidade e amor com muita facilidade e em coisas bem banais.
A viagem do “Eu” ( “I” – Itália – Índia – Indonésia) começa pela Itália. E tenho que dizer, se ela tivesse viajado pela Europa, pelo mundo que fosse. Se tivesse só viajado, bem, esse seria com certeza meu livro favorito de todo o sempre. Mesmo que seu enfoque na Itália não fosse o meu favorito, de fato ela é uma boa “mochileira”. Nesta parte da viagem Liz busca o prazer, e ela encontra o prazer na comida e aprendendo italiano. Eu sou apaixonada pela história antiga de Roma, então é claro que fico um pouco decepcionada com fato de que ela sequer chega perto de um templo, museu. Ainda assim, lê-la descrever pratos e mais pratos da deliciosa culinária italiana me encheu de “apetite”.
Logo depois a viagem segue a Índia e poderia ser uma viagem e tanto, mas Liz vai para um ashram. Nada contra a busca espiritual de ninguém, mas vê-la descrever infinitamente meditações, após meditações, luzes e suas epifanias torna o livro bem chato. Por pura determinação é que me mantive adiante na leitura.
Na Indonésia – Bali, a história tem seu desfecho, e percebemos o quanto ela é bem inocente com algumas coisas. Acredita em crendices, superstições, toda a sorte de histórias que nos contam como de fato verdadeiras. Tudo acontece ao seu tempo, e Liz conhece um brasileiro, se apaixona, e se não tem o “felizes para sempre” no fim, deveria.
Meu problema com a autora é exatamente este. Ela ama com muita facilidade, se converte com muita intensidade, é feliz para sempre com muita pressa. Me irritou o modo superficial como ela caracteriza todo mundo, todos os italianos são simpáticos, alegres, sexys. Todas as balinesas são bonitas. Todos os gurus são verdadeiros. Todas as brasileiras são “brasileiras” (seja lá o que esse estereótipo signifique).
Mas apesar de tudo, como uma leitura de uma tarde ensolarada ou num dia chuvoso este livro cumpre seu papel de entreter.

               

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