Durante a leitura muitas pessoas elogiaram o livro. E de
fato, esta não foi uma leitura ruim. O grande problema da história é o amarrar dos
fatos.
Na história temos a explicação espírita para os malefícios
causados pelo álcool.
Tudo começa com o acidente de Ana Patrícia e Ana
Teresa. O namorado de Ana Teresa, Caian, bebe e insiste em dirigir. Ana
Patrícia e o amigo/namorado, Pedro, também entram no carro, mas com a ideia de
impedir que algo pior aconteça.
O meio como os jovens se adaptam, a culpa, a dor, as
dificuldades e os diferentes caminhos que encontram para tirar uma lição do
acontecido e crescerem espiritualmente é a lição do livro.
Paralelamente, temos a história de Hermínio, pai de Thalita,
que tem uma neuropatia gerada pelo consumo excessivo da bebida. O convívio com
um alcoólatra em tratamento e em como se exige paciência, abnegação, e amor da
família durante todo o processo também é outra faceta da história.
É claro que por ser uma romance espírita há toda uma
história do além, obsessores, rixas de outras vidas que criam um enredo
paralelo e explicam muita coisa.
O que me incomodou foi que há várias falhas na trama. Principalmente
no final da história, muitos personagens se contradizem para fazer as coisas
acontecerem. Além disso, a forma simplória como tudo se resolve tira a força da
luta das pessoas reais que lidam com o problema do alcoolismo.
E, por fim, apesar de eu não ser grande conhecedora da
doutrina espírita há várias falhas no que a doutrina prega e o que acontece no
livro. Sei que este não é um livro psicografado, nem nada assim, mas essa visão
romântica do Espiritismo leva a incorreções que se propagam e não beneficiam.
Ainda assim, a importante mensagem de que é necessário amor, dedicação, carinho e muita compreensão para os familiares de pessoas envolvidas com álcool e demais drogas é passada com maestria.

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