quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Aquela mulher

A cada dia que passa tomo mais consciência de toda a influência da mídia, dos seus esteriótipos, de seus paradigmas sobre nós. E sei que ser vítima deles não nos traz aquela libertação que eles pregam em seus comerciais, filmes, novelas..., não ficar buscando aquele corpo da revista, aquele amor da novela, aquela vida do filme só nos cega para o que há de belo em nós, ao nosso redor, na nossa vida. 
Nos deixa perdidos com um ideal inatingível nas mãos.
Sei que nunca vou viver nenhum romance de nenhum filme, e que qualquer história que dure não venderia nem um cent de bilheteria. 
Mas é inevitável, ainda que eu tenha consciência da realidade e não queira me iludir, é inevitável sonhar que um dia eu serei a mocinha de alguém, a protagonista, AQUELA MULHER.
Inevitavelmente me pego questionando se eu nunca serei amada. 
O que há de errado em mim que faz com que ninguém consiga gostar da minha essência, do que eu tenho por dentro. Será que eu sou tão feia e desinteressante que ninguém consegue olhar mais de perto e manter o interessado por mais que um minuto?
Tão feia que não há quem queira-me a luz do dia?
O que há? Onde está o erro?
Eu não entendo, e não consigo abandonar esta questão.

Não ser amada pelos demais nunca deveria me fazer questionar minha capacidade básica de ser amada, mas... 

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