sábado, 17 de novembro de 2012

Do manual dos guerreiros da vida

Tem um texto do Paulo Coelho que eu amo, e é com certeza um dos meus favoritinhos.
Sim é do Paulo Coelho, aquele mesmo que escreve livros de "autoajuda" (não vou entrar nesse mérito), que a cada lançamento a imprensa se une pra apedrejar até não querer mais.
Posso até concordar que os livros dele são bem "basiquinhos", mas eu gosto e é o que importa.
Não ligo se acham que ler isso ou aquilo faz de alguém mais profundo ou raso, pura e simplesmente porque não acredito nisso.
Não faço o mínimo juízo de valor acordo com esses "gostos".

Mas voltando ao texto ele é do livro O Manual do Guerreiro da Luz:


E sabe o que eu mais amo nesse texto? Eu nunca fui fã da perfeição. Nunca me dei com ela e nunca me identifiquei com ela.
E o mais importante, é que esse texto me faz acreditar que pessoas "grandes", os heróis, os conquistadores, os que mudam o mundo, os que vencem, também podem ter dúvidas, também podem fraquejar, também podem questionar o futuro, o sucesso, o caminho que estão percorrendo.

Me leva a pensar que Alexandre- O Grande,( meu personagem histórico favorito) que personifica, ao menos para mim, a coragem juvenil, a ousadia, em algum momento de sua juventude em Pela (sua cidade natal, capital da antiga Macedônia), durante uma noite fria, pode ter se questionado se não era loucura aquele sonho de conquistar a Pérsia, de ser senhor do mundo, e tudo o mais que ele sonhava em ser, e que mais tarde, mostrou ser capaz de ser.

Me leva a pensar, que grandes personagens, Mandela, Mahatma Gandhi, e outros tantos, em alguma noite escura podem ter duvidado, questionado, perguntado porquês que não os levava a lugar nenhum.

Eu gosto de gente humana, com dúvidas, questionamentos, raivas e tristezas.
De gente como eu. Que a cada passo dúvida, acredita, dúvida, duvida, mas no fundo acredita.

Penso que até Hitler já pode, em um dado momento, ter avistado, toda a crueldade dos seus atos. O tamanho do mal que causava.

Eu não gosto de gente otimista de demais, que fecha os olhos para o fato, de que não, não é pessimismo achar que nem SEMPRE as coisas terminam bem. Muitas vezes é necessário abrir mão de um caminho, para encontrar outro ainda melhor.

Não gosto de gente certinha demais, esfuziante demais, inabalável demais...

Gosto dos humanos.
E gosto, principalmente, de acreditar, que nós os humanos podemos chegar tão longe o quanto é possível. Que nós, mesmo que ainda com lágrimas nós olhos, ainda que com as mãos tremulas, com os pés cansados vamos conseguir nossas vitórias e o nosso lugar ao sol.

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