E a esperança virou decepção.
O romance de Gian e Lívia
desabrocha durante o período da Segunda Guerra. E os efeitos da guerra, o
momento político vivido pelo Brasil e pelo mundo, são o plano de fundo para este
casalzinho maçante.
O livro tem uma base histórica
muito interessante. E me deu mais vontade de conhecer os detalhes da campanha
do Brasil na Segunda Guerra. O enfoque é a alta sociedade paulistana e durante
alguns momentos eu quis saber de um panorama mais realista e geral, não tão
focado em um pequeno grupinho de playboys. Que era o que a turma de Gian e
Lívia eram. E essa é uma curiosidade que a história conseguiu despertar.
Mas o casal, o romance, foram extremamente
decepcionantes. Se em romances mais água com açúcar é comum a gente ter certa
implicância com a mocinha, nessa o rapazinho era tão insuportável, que apesar
do Lívia ser terrivelmente endeusada e surreal ele ganhou mais eficientemente
minha antipatia.
Gian é machista (tudo bem aqueles
eram outros tempo), imaturo, e o pior é que com todos esses defeitos ele é
pintado como o homem dos sonhos.
Lívia faz todos os homens se
apaixonarem por ela, é sempre a mais elegante, a mais esperta, a mais bondosa e
blá, blá, blá. Difícil mesmo saber como as amigas aguentam.
Enfim, nem a narrativa anima a
gente. Numa tentativa de fazer algo romanceado e idílico o texto soa bem falso e
floreado. Alguns personagens secundários, como Lorenza, de fato, poderiam ser
mais bem explorados.
E a situação vivida por Guto,
Rôni e seu pai poderia ser explorada de uma forma diferente. E não do modo como
foi em que acabou confirmando a visão destorcida e preconceituosa da época.


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