domingo, 14 de outubro de 2012

Juntos nos tornamos um só?

O que acontece se você perde AQUELE instante?
Se você perde AQUELA oportunidade?
Se você não vai aquela festa?
Não fala/ responde aquele oi?
O que acontece com as oportunidades amorosas perdidas? Eu sempre me perguntei isso. Até porque, se a resposta é você fica sem aquela história, sem aquela pessoa e sem aquele amor, eu com certeza perdi muitas dessas coisas por aí.


Eu não acredito em alma gêmea. Principalmente, levando em conta aquela lenda de que nós éramos um e depois fomos bipartidos por uma punição dos deuses.E que nossa principal missão é buscar nossa alma gêmea, só assim nos sentiremos completos. Assim como, o conceito de "outra parte" do Paulo Coelho. Eu não acredito em nenhuma dessas coisas. Sou mais da filosofia moderna de que nós já somos completos e de que o outro é, com sorte, alguém que irá nos ajudar a ver o que temos de melhor e nos ajudar a sermos ainda melhores. Nada de completar. 
Não acredito em qualquer eternidade das relações afetivas. Nós mudamos. É claro que existem eternos amantes, eternos casais, amigos eternos, e quem duvida que o amor de mãe é eterno? Mas isso, de maneira alguma, vai contra o que eu disse anteriormente. Acho que dentro de um relacionamento amoroso, as pessoas mudam e dificilmente alguém que está casado há 50 anos são as mesmas pessoas e têm o mesmo amor de quando se casaram. Tudo muda, e é pra ser assim mesmo.



Mas longe de mim querer divagar sobre o amor, afinal, sou muito pouco conhecedora do assunto e da vida pra isso, e principalmente, vale dizer, não conheço nada do sentimento em si. Sim bateu aquela, "eu sou poeta, mas não sei amar" ó que dó de mim, rs, #sóquenão.

Minha inspiração pra escrever começou de um vídeo Seconds que eu vi neste site aqui.  O vídeo que é muito fofo, mostra a ideia da oportunidade e do amor. A coragem de dizer o oi, de se arriscar, de tentar. Durante a maior parte da minha vida eu disse não a isso, com um medo bobo de sofrer. Medo bobo em termos, afinal, olhando racionalmente, na minha cabeça esse medo faz todo o sentido. Mas ultimamente, talvez por causa da idade, eu tenha começado a ter um outro medo, o medo das oportunidades perdidas. Por que se aquela pessoa estava designada pra você, de alguma forma (dê asas a imaginação) o que acontece se você perde a coragem, ou se você nunca teve coragem e você não diz aquele oi, o que te acontece? Você fica sozinho pelo tempo equivalente aquela relação, como uma punição pela omissão? Isso faz sentido pra mim. Você tem outra oportunidade até que aquilo de fato aconteça?
  
                                  
Eu não sei a resposta, mas de fato o ditado: é mais fácil se arrepender pelo o que fez do que pelo o que não fez, tem muito sentido aqui. Ainda que eu não acredite naquele amor de conto de fadas que a primeira vista já se vislumbra.

"Porventura é isso que desejais, ficardes no mesmo lugar o mais possível um para o outro, de modo que nem de noite nem de dia vos separeis um do outro? Pois se é isso que desejais, quero fundir-vos e forjar-vos numa mesma pessoa, de modo que de dois vos tomeis um só e, enquanto viverdes, como uma só pessoa, possais viver ambos em comum, e depois que morrerdes, lá no Hades, em vez de dois ser um só, mortos os dois numa morte comum; mas vede se é isso o vosso amor, e se vos contentais se conseguirdes isso. Depois de ouvir essas palavras, sabemos que nem um só diria que não, ou demonstraria querer outra coisa, mas simplesmente pensaria ter ouvido o que há muito estava desejando, sim, unir-se e confundir-se com o amado e de dois ficarem um só. O motivo disso é que nossa antiga natureza era assim e nós éramos um todo; é portanto ao desejo e procura do todo que se dá o nome de amor." O Banquete, Platão. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário