terça-feira, 26 de março de 2013

O que li:Cinquenta Tons Mais Escuros




Esse segundo livro me decepcionou.
Por mais que como literatura eu já soubesse que o livro era fraco, achei que a história iria manter seu ritmo de acontecimentos, que era bom, mas aqui temos uma história muito mais lenta e previsível.
Mas comecei o lendo em busca de respostas para os “problemas” do Grey, o excesso de controle, o lance de ser tocado. E, principalmente, esperando uma reação da tonta da Anastácia. E me iludi. Logo no comecinho ela começa a questionar o direito dele de controlar a vida dela, (comprar a empresa em que ela trabalha? Sério?), de mandar nela, se ela nunca foi oficialmente sua submissa. Mas a cada fraco questionamento ou protesto da mocinha, Grey lança seus olhares cinzentos, usa seu charme já batido, e Ana se transforma em uma garota tola e idiota em suas mãos.
Na verdade eu já tinha percebido no primeiro livro que a história é extremamente repetitiva, a autora chega a usar várias, e várias vezes as mesmas frases, e no segundo livro você já está tão acostumada com isso que cansa.
Grey SEMPRE sedutor, tudo o que ele faz é excitante e Anastácia é uma máquina de sexo, SEMPRE pronta, como diz o próprio Grey. E apesar de dois grandes fatores externos movimentar a história, a velha falta de talento da escritora não consegue nos manter entretidos de uma forma convincente.
Além disso, Grey, o frio e poderoso empresário se tornar, em uns poucos capítulos, num romântico incurável, num bobo alegre é, simplesmente, viagem demais pra mim. Quanto às praticas sadomasoquistas a escritora varre isso para debaixo do tapete, ele da noite pro dia não quer mais saber daquilo, esquece, em nome do amor, passa de Dominador ao homem “normal”. O que coloca o masoquismo na esfera da doença, só pratica quem não ama de verdade, quem vive “fodas vazias”, o rebaixa a uma doença psíquica. O que não deveria ser o caso.
E Anastácia, sem justiça alguma, é alçada a heroína, pois “salva” o Grey da vida que tinha. Sei que não dá pra cobrar realismo nessa história, no entanto, não custava nada ter mais os pés no chão aqui. Ser Dominador era parte do que o Grey era e ele apenas deixa isso para trás? Sério?
E aquele recurso da Deusa Interior, que demonstra as variações de humor e vontade da Ana? Gente é ridículo. Você ver uma ou outra manifestação da tal deusa até vai, mas piruetas e caras e bocas da dita cuja a cada mísera interação Grey/Ana é confiar demais na nossa paciência.
Chegou um momento em que eu saturei. E a única coisa que faz querer ler Cinquenta Tons de Liberdade e saber o desfecho final da história, sou dessas que não gosta de deixar uma história em aberto, e a minha esperança é de que, em algum momento Ana deixe de ser a mulher tola e idiota que é.
No entanto, logo nas primeiras páginas do terceiro livro da trilogia já perdi as minhas esperanças.



Nenhum comentário:

Postar um comentário